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terça-feira, 14 de agosto de 2012


Não há contradição entre meu depoimento e a defesa de meu advogado, diz Jefferson sobre Lula no mensalão
Após a sustentação oral de seu advogado na segunda-feira (13) no Supremo Tribunal Federal dizendo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não só sabia como ordenou o mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) publicou hoje em seu Twitter posts reafirmando sua versão de que acredita na inocência de Lula. "Ao contrário do que querem fazer crer alguns, não há contradição entre meus depoimentos anteriores e a defesa feita ontem pelo meu advogado", disse Jefferson.

Ontem, o advogado Luiz Francisco Barbosa afirmou: "Eu digo: o presidente Lula não só sabia, como ordenou o encadeamento de tudo isso que essa ação penal escrutina", afirmou. 
 A argumentação do advogado difere da entrevista concedida por seu cliente ao jornal "Folha de S.Paulo" em 2005, na qual Roberto Jefferson revelou a suposta existência do mensalão pela primeira vez. Na entrevista, ele afirmou (veja trecho abaixo): “Eu disse ao presidente Lula: presidente, o Delúbio [Soares, ex-tesoureiro do PT] vai botar uma dinamite na sua cabeça; ele continua dando mensalão. 
Ele disse: ‘que mensalão?’ Aí eu contei ao presidente o que que era o mensalão. O presidente Lula chorou. Ele falou, não é possível isso e chorou.”
 Agora, Jefferson diz que as investigações de seu advogado levaram à nova versão de sua defesa.


Segundo o petebista, como seu depoimento foi em 2005 e sua defesa está sendo em 2012, há diferenças de fatos apurados, mas isso não significa que haja contradições. "Sempre afirmei e reafirmo agora que o meu sentimento era de que Lula não tinha conhecimento sobre a compra de votos no Congresso, o mensalão", disse. "Em 2005, eu testemunhei o que vi e ouvi; em 2012, meu advogado, Luiz Francisco Barbosa, falou no STF do que pesquisou", completou.
"Em 2005, eu desconhecia as íntimas ligações do BMG com Lula. Se eu soubesse, talvez a história do Brasil fosse outra", postou, referindo-se a outra passagem citada por seu advogado na sustentação oral. Ontem, o advogado citou uma medida provisória do presidente Lula, em 2003, que incluiu o banco BMG no mercado de crédito consignado. “Em dois meses, o BMG entrou no mercado e, em seguida, o PT obteve empréstimos do Rural e do BMG.”

Sobre o mensalão, Jefferson afirma em seu microblog que "o acordo PTB-PT em 2004 foi realizado de acordo com as regras eleitorais, que preveem o repasse de recursos do fundo partidário em espécie. Tanto é que a Receita Federal já me absolveu da multa que havia me imputado pelo recebimento dos R$ 4 milhões".

Em entrevista à "Folha de S.Paulo" publicada nesta terça, Jefferson disse que "se fosse o Collor, estaria preso, mas no Lula não pega [a acusação]". Ao jornal, o ex-deputado reafirmou diversas vezes que sentiu "surpresa'' de Lula quando o alertou sobre o mensalão.
Logo após as denúncias, em agosto de 2005, Lula fez pronunciamento em rede nacional, no qual se disse "traído". Mais tarde chegou a dizer que o epísódio foi uma "invenção" e, em maio deste ano, afirmou que o escândalo foi uma "tentativa de golpe". Procurada pelo UOL, a assessoria de imprensa de Lula disse que o ex-presidente não vai se pronunciar sobre as acusações.

Justiça reduz pena do ex-goleiro Bruno por sequestro de Eliza Samudio

Pena foi reduzida para 1 ano e 2 meses e foi considerada extinta.  Processo refere-se ainda a cárcere privado, lesão corporal e outros crimes.

Goleiro Bruno (Foto: Reprodução Globonews)

A Justiça do Rio reduziu para 1 ano e 2 meses a pena do ex-goleiro Bruno no processo em que ele foi condenado em primeira instância a 4 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de sequestro, cárcere privado, lesão corporal, constrangimento ilegal e concurso material. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14).

  Como o ex-atleta já está preso há mais tempo, a Justiça considerou a pena extinta neste processo. Além do recurso da defesa do goleiro, a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio também julgou, nesta terça, recurso da defesa de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e do Ministério Público do Rio de Janeiro. A pena de Macarrão também foi reduzida para 1 ano e dois meses, em regime aberto, e foi considerada extinta.
 O processo refere-se aos crimes de sequestro, lesão corporal e ameaças que Eliza Samudio teria sofrido na época que engravidou do goleiro. Em 2009, a ex-namorada do atleta registrou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e disse que a intenção do goleiro e do Macarrão seria para obrigá-la a abortar um filho dele. Bruno ainda responde pelo desaparecimento de Eliza Samudio em processo que corre na Justiça de Minas Gerais.

Reunião polêmica no Galo


A vitória sobre o Vasco, no domingo, amenizou o constrangeminto causado no Atlético-MG após a reunião entre o presidente Alexandre Kalil e o grupo, quando houve uma ríspida discussão entre o mandatário e Ronaldinho, revelada pelo LANCENET!.
Depois de a discussão ter sido vazada internamente, a reportagem ouviu quatro fontes ligadas a jogadores que estavam no encontro com Kalil e confirmaram o acontecimento dos relatos publicados no fim de semana.
Ronaldinho chegou à Cidade do Galo por volta de 1h30 da madrugada de sábado para a concentração, marcada para 23h de sexta-feira. O atraso do jogador foi passado ao presidente pelos funcionários que trabalham na portaria.

  Ainda na sexta-feira, Kalil havia demonstrado irritação com a notícia de que Réver e Danilinho haviam se envolvido em uma confusão durante uma exposição em Sete Lagoas.
No sábado, o presidente se reuniu com o grupo, cobrando comprometimento dos jogadores, especialmente de Ronaldinho. O camisa 49, por sua vez, tripudiuou o mandatário e, depois que foi comunicado que não jogaria contra o Vasco, ameaçou não disputar os jogos restantes no Campeonato Brasileiro.
Nesse momento, alguns jogadores alvinegros intervieram e pediram ao presidente que mudasse de ideia. Kalil recuou, especialmente depois que a informação tornou-se pública no início da noite de sábado. A assessoria de imprensa do Atlético-MG, por sua vez, negou os acontecimentos.
Piton gigante capturada na Florida

Mede mais de 5 metros e pesa cerca de 75 quilos


 Nos Estados Unidos foi encontrada uma gigantesca Piton birmanesa. A cobra, a maior alguma vez capturada na Florida, mede mais de 5 metros e pesa cerca de 75 quilos.

O animal foi descoberto em março no parque nacional de Everglades. Durante um mês, através de um sistema de monitorização rádio, os especialistas acompanharam o dia a dia da Piton.

Em abril foi recapturada e eutanasiada para ser alvo de estudo. No seu interior foram encontrados 87 ovos, um recorde para esta espécie.


Piton gigante capturada na Florida (Lusa)

 A Piton birmanesa não é venenosa e sufoca as vítimas engolindo-as depois inteiras. Natural do sudeste asiático, existem centenas de exemplares no sul da Florida. Muitos são animais de estimação abandonados pelos donos e estão a dizimar as espécies locais.